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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cate Blanchett, de Givenchy, salva cerimônia do Oscar do tédio


cate blanchett givenchy
Cate Blanchett, com um vestido Givenchy Couture
Quem pegou no sono durante a cerimônia do Oscar não perdeu nada.
Premiação óbvia e careta, sem grandes surpresas e com um casal “bobinho” apresentando. Anne Hathaway e James Franco são lindos. Ele é um ótimo ator, mas não vingou por conta de um roteiro entediante que apenas repetiu as mesmas piadinhas de sempre, resultando em uma apersentação sem a energia e sem graça.
E nem os looks das atrizes salvaram a noite. Ao contrário, eles seguiram a falta de ousadia que marcou a entrega do prêmio.
Por sorte, existe Cate Blanchett, a única que arriscou com um vestido lilás deslumbrante, de alta-costura Givenchy. Escapou do lugar comum que até fashion victims, como Gwyneth Paltrow, não ousaram sair. O mesmo caminho seguiu a revelação Jesse Eisenberg. Tudo bem que o figurino masculino para uma noite dessas (ainda) não permite muitas variações, mas sua escolha traduz seu gosto por novidade. Enquanto Justin Timberlake e Andrew Garfield usavam Tom Ford e Louis Vuitton, respectivamente, Jesse optou por um look da Band of Outsiders, marca americana “moderninha”.
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Penelope Cruz, de L´Wren Scott, com o marido-gato Jardier Bardem
De resto, as mulheres ficaram entre o fogo do vermelho e a delicadeza do nude. Penelope Cruz, de L´Wren Scott, Sandra Bullock, de Vera Wang, Jennifer Lawrence de Calvin Klein Collection e Jennifer Hudson, de Atelier Versace, usaram longos em tons de vermelho. Anne Hathaway também chegou em um vermelho Valentino e trocou de roupa oito vezes ao longo da noite. Suas escolhas foram muito melhores do que seu desempenho como apresentadora: Givenchy Couture, Oscar De La Renta, Vivienne Westwood, Tom Ford, Versace, Giorgio Armani e Lanvin. O melhor da moda em diferentes estilos.
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Florence Welsch rouba a cena em um longo com babados Valentino
Do outro lado estão as hiperbotocadas Nicole Kidman, de Dior, e Scarlett Johanson, de Dolce & Gabbana, respectivamente. Elas tiveram a companhia de Gwyneth Paltrow, bem entediante em um Calvin Klein Collection, Hillary Swank, bonita em um Gucci Privé e Michelle Williams, em um Chanel. Deste time, quem leva a melhor é a cantora Florence Welch, com um Valentino clarinho que contrastava com suas madeixas vermelhas.
nathalie rodarte
E ainda tem Nathalie Portman, Melhor Atriz da noite, linda em um roxo Rodarte, que privilegiou seu colo e sua forma física atual, grávida de sete meses. Aliás, esse look foi um dos mais comentados no twitter, e muita genet não gostou. O fato é que não é fácil vestir um barrigão de sete meses e Nathalie parece já estar no ritmo “caseiro” que sua situação pede. De qualquer forma, a escolha da cor, certamente difícil, mostra personalidade. E o cabelo estava penteado da maneira como muitas meninas bacanas tem usado ultimamente, inclusive no Brasil, com um lado preso atrás por grampos ou fivelas, e o outro lado solto.
Mila Kunis, seu objeto de desejo em “Cisne Negro”, também estava bonita (e sexy) em um modelo lilás, simples e delicado de Ellie Saab.
Veja abaixo os modelos mais comentados e faça a sua escolha!
mila kunis elie saab
Transparência e decotão no vestido Ellie Saab, a escolha de Mila Kunis
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A certinha Gwyneth Paltrow, com um vestido perolado Calvin Klein Collection
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Hillary Swank, em um tomara-que-caia degradê Gucci
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A diretora Kathryn Bigelow, sóbri e elegante em um Yves Saint Laurent
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Nicole Kidman, de Dior: cabelo arrepiado e excesso de botox não ajudam. Só o sapato Pierre Hardy se salvou
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Michelle Williams, em um longo Chanel
jennifer lawrence calvin klein
Jennifer Lawrence em um vermelho minimalista nada Calvin Klein Collection
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Scarlett Johansson, de Dolce & Gabbana

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Reese Witherspoon, de Armani Privé: entre todas, a mais caretinha

Chanel e Colette vão abrir pop-up store colaborativa


colette-e-chanel-abrem-pop-up-store-coaborativa©Divulgação
De 1° a 10 de março, a Chanel e a Colette vão unir forças em uma pop-up store colaborativa que vai unir moda, artes visuais e apresentações de música em uma antiga garagem transformada em mostruário.
O espaço de 200 m² vai ter itens da coleção primavera 2011 da Chanel, assim como peças assinadas por jovens designers em curadoria da multi-marcas cool Colette. Quem passar pela pop-up store vai encontrar: bolsas Mademoiselle customizadas por artistas como Kevin Lyons, Soledad, André, Fafi e SO-ME; lingeries e roupas de banho da Eres; livros da Éditions 7L; câmeras Leica e muito mais, além de um nail bar Chanel, um cupcake bar da pâtisserie Chez Bogato e a playlist criada pelo DJ francês Michel Gaubert.
Pop-up store Chanel + Colette
De 1° a 10 de março de 2011
336-340 Rue Saint-Honoré
Paris, França

Fresco de Milão: as coleções de Marni, Missoni e Dolce & Gabbana


Italy Fashion MarniLook da Marni
A temporada de Milão segue aquecida com bons desfiles. Neste final de semana, a apresentação da Emporio Armani movimentou o twitter graças a chegada de Tina Turner, que recebeu aplausos calorosos ao chegar na sala. Também desfilaram Jil Sander, Bottega Veneta, Versace, Missoni, Marni, Cavalli e Dolce & Gabbana.
missoni00230bigLook da Missoni
A coleção da Missoni é uma das mais bonitas até aqui. Muito pelo mix de vários tons pasteis com o clima easy de sempre, uma silhueta mais folgada e de comprimentos longos. Florais, cores claras, quebradas por um ou outro ponto vibrante, e o tricô de zig-zag clássico da grife na combinação mais linda de cores conseguiram, mais uma vez, trazer vida nova à essa tradicional marca italiana.
deg00110mLook da Dolce & Gabbana
Quem abriu o desfile da Dolce & Gabbana foi a neotop Arizona Muse, mas muitas outras modelos (bem mais famosas) estavam no casting, entre elas Isabeli Fontana, Alessandra Ambrosio, Isabel Goulart, Natasha Poly, Mariacarla Boscono, Karmen Pedaru (foto acima, linda com look masculino), Chanel Iman… Foi o desfile mais longo também, com 81 looks e, por isso, muitas ideias se repetiram à exaustão. Eles fizeram uma coleção baseada no feminino/masculino e, apaixonados que são pela figura da mulher, conseguiram deixar o look mais masculino sexy. Paletós, camisas brancas, calças e bermudas de alfaiataria misturavam-se a vestidos ora justos e mais curtos, ora longos e fluídos, em tons vibrantes ou metálicos e com estampas de estrelas, evocando uma imagem meio circense.

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Versace
O desfile da Versace, o último da noite de sexta-feira, trouxe os elementos que são importantes para a marca, como a silhueta justa e a atitude sexy com muitas pernas à mostra, decotes e recortes.
jil 00170bigJil Sander
A Jil Sander, mais uma vez, dá uma aula de design com sua moda minimalista e a inserção de cores fortes em looks monocromáticos, uma das características da marca.
00250fullscreenEmporio Armani
E a Emporio Armani, que teve uma primeira fila movimentada com Tina, Rick Martin e Monica Bellucci, apostou no “chique italiano”, com uma apresentação que misturou o clássico com o sexy.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Daslu é vendida por R$ 65 milhões; Eliana Tranchesi vira franqueada


fundo-Laep-compra-a-daslu-por-65-milhõesEliana Tranchesi com uma maquete do prédio da Daslu na marginal Pinheiros ©Reprodução
O fundo Laep, do empresário Marcus Elias, é o novo controlador da Daslu. O empreendedor, que em 2006 comprou a Parmalat (também durante recuperação judicial), ofereceu R$ 65 milhões pela empresa de Eliana Tranchesi. O prédio da Daslu na marginal Pinheiros, que pertence à construtora WTorre, será esvaziado ainda em 2011 e deve ser transformado em um escritório.
De acordo com o jornal “O Estado de S. Paulo”, o que a Laep adquiriu foi uma nova empresa criada a partir da Daslu: a SPE UPI, que herdou dívidas privadas, a marca, o estoque e uma das lojas (há uma no shopping Cidade Jardim e uma outra que será inaugurada no futuro shopping JK. Tranchesi tem o direito de permanecer com uma delas como franqueada, pagando royalties para usar a marca.
A oferta da Laep é constituída de R$ 21 milhões para capitalizar a empresa; os outros R$ 44 milhões da soma total são referentes a créditos que a Retail Participations e a Chipilands Holdings, suas subsidiárias, já tinham com a Daslu _que não se manifestou publicamente sobre a operação.
A Daslu vinha passando por dificuldades desde 2005, pouco depois da inauguração da loja na marginal Pinheiros, quando a Polícia Federal investigava crimes contra a ordem tributária. Desde então, Tranchesi chegou a ser presa duas vezes e, em 2009, foi condenada a 94,5 anos de prisão por fraude em importações, formação de quadrilha e falsidade ideológica, sentença da qual ela recorre em liberdade.
No total, são dívidas privadas de R$ 80 milhões e impostos atrasados de mais de R$ 500 milhões. Das dívidas privadas, uma boa parte era referente aos créditos com a Retail e a Chipilands; o restante terá um desconto de 60% e será quitado em 72 parcelas. O débito fiscal permanece com a empresária.
Em reportagem do “O Estado de S. Paulo” publicada hoje (25/02), a advogado da Daslu, Tomas Felsberg, se mostrou satisfeito dizendo que “a Daslu continua, vai crescer, abrir outras lojas, expandir”. Em entrevista publicada no mesmo jornal na segunda-feira, Eliana Tranchesi também falava em tom otimista, contando dos planos de inaugurar uma nova loja no Rio de Janeiro ainda este ano, afirmando: “Eu vou voltar com a Daslu que todo mundo ama”.

Vejas as coleções de Jil Sander, Emporio Armani, Bottega Veneta…


jil00260bigFlower power: look da coleção da Jil Sander
A temporada de Milão segue aquecida com bons desfiles. Neste final de semana, a apresentação da Emporio Armani movimentou o twitter graças a chegada de Tina Turner, que recebeu aplausos calorosos ao chegar na sala. Também desfilaram Jil Sander, Bottega Veneta, Versace e Dolce & Gabbana.
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Versace
O desfile da Versace, o último da noite de sexta-feira, trouxe os elementos que são importantes para a marca, como a silhueta justa e a atitude sexy com muitas pernas à mostra, decotes e recortes.
jil 00170bigJil Sander
A Jil Sander, mais uma vez, dá uma aula de design com sua moda minimalista e a inserção de cores fortes em looks monocromáticos, uma das características da marca.
00250fullscreenEmporio Armani
E a Emporio Armani, que teve uma primeira fila movimentada com Tina, Rick Martin e Monica Bellucci, apostou no “chique italiano”, com uma apresentação que misturou o clássico com o sexy.

Porque não há nada mais confortável do que um bom par de tênis!!!


SNEAK PICK

29.11 | Por luigitorre
SNEAK PICK
foto: ©Juliana Knobel / FFW
Porque não há nada mais confortável que um bom par de tênis!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

John Galliano é suspenso da Dior por acusação de anti-semitismo

capa-john-galliano-suspenso-da-diorJohn Galliano ao fim do desfile de alta-costura da Dior em janeiro de 2011 ©Firstview
A Christian Dior suspendeu John Galliano da sua posição de diretor criativo da maison até que sejam concluídas as investigações de que o estilista teria verbalmente agredido um casal com declarações anti-semitas.
O caso aconteceu por volta das 21h de quinta-feira (24/02) no distrito parisiense de Marais, quando Galliano foi brevemente detido pela polícia depois de alegadamente ter ofendido um casal sentado do terraço de um café. A agência AFP reporta que ainda não se sabe o que teria motivado os xingamentos, nem se eles já se conheciam, mas que o advogado de Galliano, Stephane Zerbib, diz que o estilista “formalmente nega as acusações de anti-semitismo feitas contra ele”.
De acordo com o WWD, uma fonte da polícia afirma que Galliano foi submetido a um teste de bafômetro que apontou 1.01 mg/l de álcool em seu sangue. O site reporta ainda que, em uma breve declaração, o presidente e CEO da Dior Sidney Toledano disse que a maison tem uma política de zero tolerância a respeito de racismo e anti-semitismo.
A coleção inverno 2011 da Dior seria desfilada na semana de moda de Paris no dia 4 de março, enquanto a marca homônima do estilista seria apresentada no dia 6; ainda não se sabe se esses desfiles serão cancelados.

“Em 50 anos, todas as imagens serão públicas”, diz Felipe Morozini

felipe-moroziniFelipe Morozini ©Reprodução
Felipe Morozini, 35, é um homem de ideias. O fotógrafo e multi-artista despontou nos últimos anos como um dos promissores de sua geração _descendente de italianos, Felipe é paulistano do Tatuapé e hoje publica seus trabalhos em revistas de moda, estampa suas fotos em camisetas, expõe na galeria Zipper (SP), que o representa, vende objetos que concebe, desenha ou altera na Micasa e ainda atua como cenógrafo _sendo o bar Squat, em São Paulo, o mais marcante nesta última seara.
Em seu trabalho mais notório, “Jardim Suspenso da Babilônia” (2009), ele pintou flores no Elevado Costa e Silva, o Minhocão, em São Paulo, para tornar a visão dos que vivem acima dele mais agradável. É ali que mora também, e de onde realiza seu trabalho mais importante: registros do cotidiano das janelas, varandas e sacadas de milhares de moradores, levantando questões mais que contemporâneas sobre espaço urbano e imagem privada versus imagem pública.
Tantas plataformas simultâneas tornam, à princípio, sua carreira embaralhada e difusa. Mais difícil, também, fica enxergar um objetivo ou enquadrá-lo em uma categoria. “Eu valorizo o processo”, explica Felipe. E completa: “O que as pessoas querem são boas ideias”. E ele está cheio delas — a ponto de desafiar seus assistentes a terem o máximo possível delas em 60 segundos, conversar sobre três assuntos paralelamente e rearranjar a decoração de sua sala.  Simultâneamente.
Na última semana, Morozini recebeu o FFW em sua casa para uma conversa. Confira na entrevista:
Por quê escolheu Direito como faculdade?
Porque… eu era idealista.
Que ideais eram esses?
Achava que poderia mudar o mundo. Tinha vontade de ser promotor, defender as pessoas. De ser presidente, tentar melhorar a vida das pessoas. Achava que a justiça e a lei eram a mesma coisa. Trabalhando você vê que a lei é uma e a justiça é outra, principalmente no Brasil. Saí rápido do direito; trabalhei quatro anos durante a faculdade e mais dois em escritório. Seis anos foram suficientes para você saber o que não queria fazer. Eu tinha 25 anos.
Voce saiu, e decidiu fazer…
Nada. Fui para a Índia com uma namorada da época. Ela trabalhava em uma ONG contra trabalho escravo infantil, então ficamos uns quatro meses viajando o país inteira. E ganhei uma câmera fotográfica dela. Aí comecei a tirar fotos.
Você lembra que câmera era? Como foram os seus primeiros contatos com arte?
Uma Nikon, antiga, de filme. Voltei cheio de fotos bonitas, cheio de idéias, ficamos um mês na Europa e lá eu vi um monte de exposições que abriram a minha cabeça. Até então, nunca tinha imaginado fazer artes plásticas. Ali vi que conseguia falar a mesma coisa que algumas pessoas que tinha visto. Vi uma obra do Leonilson, um travesseiro bordado — ele é um artista brasileiro que já faleceu mas é importantíssimo. Pensei, “Por que não?”. Era uma fronha em um quadro e pensei em bordar coisas bonitas para as pessoas dormirem, fiz uma lista de 50 frases que eu achava legais de ler antes de dormir.
28822_387329672735_535817735_4253853_8308176_nFronha bordada por Felipe Morozini ©Reprodução
Aí, meu tio avô faleceu, que morou com a minha bisavó neste apartamento até ela falecer há não sei quanto tempo atrás. Vim para cá, o apartamento estava vazio. Trouxe a minha cama, enchi o quarto de penas, sem noção alguma de nada, e fiz o lançamento das fronhas aqui. Como não sabia o que ia fazer, resolvi vender absolutamente tudo. Neste final de semana, veio um amigo que trabalhava na [revista] Capricho, e falei que queria publicar as fronhas na seção das meninas, na seção “Eu Quero”. Fui na redação e eles estavam precisando de um fotógrafo.
Como foi a sua experiência na revista? Que tipo de fotos você fazia pra eles?
Fiquei um ano e três meses. Foi onde eu aprendi a fotografar mesmo, pois não tinha feito curso, não sabia mexer na câmera. Depois de uns três meses comprei uma profissional, ainda de filme. Era algo como 2001. Fazia a revista inteira. Colírios, moda, comportamento, retrato, shows, tudo. Isso que foi legal. Tudo que você imaginar. No mundo teen, é a melhor revista para trabalhar; tinha umas boiadas, como ir junto com os artistas no avião, fotografar tudo que acontecia… só que na raça. Esticando o olho para ver a velocidade [de disparo da câmera] que o seu colega está usando, porque a sua foto está saindo escura e você não sabe o que está acontecendo…
Você também sempre foi muito da noite, não? Que festas freqüentava?
Era. Sempre fui, sempre gostei. Por ser do Tatuapé, vir para cá era vir para a cidade, como alguém que mora no interior. Não tinha amigos do meu bairro para vir comigo. Acabei conhecendo todo mundo que hoje trabalha no mercado, há 15 anos atrás. Fui umas quatro ou cinco vezes no Hell’s. Ia no Nation, que achava mais autêntico, e no Sra Kravitz, que era aqui do lado e infelizmente não existe mais. Achava o máximo, porque todos eram completamente diferentes de todos os meus amigos, não via ninguém conhecido.
Esse apartamento parece ter um papel crucial para o seu desenvolvimento como artista. Você concorda?
Eu acho. Porque não é apenas como fotógrafo. A hora que mudei para cá, tudo aconteceu junto. Para mim, é um ponto bem importante, antes e depois. Aqui, depois de um mês comprei uma lente que é 300-500mm, que fotografa muito longe. Foi aí que eu comecei a fazer meu trabalho pessoal que me instigou e me instiga durante dez anos.
17366_291916842735_535817735_3632029_6588072_nImagem pública versus imagem privada: reflexões de um fotógrafo ©Felipe Morozini
Fale um pouco sobre esse trabalho…
O que me interessava era sempre imaginar quem são essas pessoas. Quem é a mulher que chora na varanda. Quem é o homem que malha na sacada. E discutir — acho que por ter estudado Direito, sei o quão sério é esse trabalho — porque ele discute ali a diferença de uma imagem pública e privada. Ele deixa margem, você não sabe se é público ou privado. A mulher está tão perto, mas tem milhões de pessoas ali; então aquela imagem é pública. Mas está na varanda da própria casa, que deveria ser um espaço privado. Mas não sei se isso se aplica em São Paulo. Também tem o como você utiliza essa imagem; não estou fotografando uma ou outra pelada. Fotografo a cidade e nela tem uma mulher. Não sei quem é, se não sair o rosto, melhor. Mas às vezes acontece.
Até onde já foi com esse trabalho? E para onde quer levá-lo?
Ainda nem começou, o trabalho está começando agora. Acho que essas fotos fazem muito mais sucesso fora do nosso país; aqui você tem essa situação muito clara, lá fora as pessoas ficam chocadas com a questão público/privado; meus representantes me falaram que em NY, em uma exposição de 20 artistas, todos vinham perguntar do fotógrafo que faz fotos das pessoas na varanda. Todos queriam saber como é a questão da imagem. Para mim, em cinqüenta anos, todas imagens serão públicas.
Não estou ganhando dinheiro, pelo menos por enquanto, com isso. Quero que as pessoas entendam São Paulo através destas janelas, destas varandas. Não vou falar destas pessoas porque para mim é o coletivo, é o conjunto de varandas, não uma ou outra. aí entra essa discussão que é a mais rica. além da formalidade da foto, da poesia que você pode fazer em cima disso. de criar um sonho, essas possibilidades que só a fotografia ou a arte podem te dar.
Você acha que o seu trabalho tem um raciocinio único que o permeia, num aspecto mais amplo?
Não. Todos falam da mesma coisa.
Que é?
O falar. Colocar para fora o pensamento e ser aceito. Ter uma cidade do tamanho de São Paulo e ter voz. Colar frases pela cidade; em lugares feios colocar o ‘No flash please’, ou na [rua de luxo] Oscar Freire o ‘Cansei de ser moderno’, e as pessoas entenderem isso com bom humor. Acho que está tudo junto. A fotografia, os objetos, as frases, as flores no Minhocão. Mas não tem uma linha que eu pense… é um dia atrás do outro. Todo dia eu tenho uma idéia que procuro executar.
O que te emociona?
Ver as pessoas fazendo o bem umas para as outras. Seja em um programa de TV ou na vida real, o que eu mais gosto de ver é quando vejo as pessoas sendo boas umas com as outras. Acho que se você cria laços de amor esse laço se aumenta para outra turma… pode ser meio utópico ou piegas, mas é o que eu acho. O amor é o novo preto.
64073_436223557735_535817735_5452367_2396908_n Editorial de Morozini publicado na revista “Amarello”(2010) ©Reprodução/ Felipe Morozini
Quando começou a fotografar moda?
Quando conheci o [artista plástico e editor de moda] Marcio Banfi. Ele viu ali um potencial. Tinha uma vontade enorme de criar imagens que na minha cabeça já estavam formadas, e precisava de alguém para corroborar com isso. Devo muito a ele, que me livros que mudaram a minha história: do Duane Michaels, do Wolfgang Tillmans, da Marina Abramovich… Que foram super importantes para entender que através da fotografia eu poderia contar uma história. Comecei a fotografar com ele umas idéias nossas para uma revista chamada Velotrol e coisas para agências. Mas sempre achei estranho o termo ‘fotógrafo de moda’. Sou fotógrafo; e pra mim é muito claro, pois já fotografei construção civil, cavalos, moda, retratos, gente famosa… e fotografia é fotografia.
Você gosta de roupas?
Não. Sou super desprendido com roupas. Adoro estampas de camisetas, sempre achei um bom suporte. Acabei de fazer uma coleção para a Billabong, cedi seis imagens para eles fazerem uma coleção de t-shirts. O que me mostra como é legal uma camiseta. Mas adoro ver pessoas bem arrumadas, que se produzem.
E como é a estrutura de business do seu estúdio? Você se enxerga como uma commodditie?
Acho que eu sou uma empresa. Tenho um fluxo de venda de trabalhos e de objetos que é enorme. Administrar isso é complicado, porque sou a parte criativa da empresa — e acho que só estou começando a pensar nisso agora, na verdade. Tenho dois assistentes mas nenhum gosta da parte chata; são mais dois criativos.
28539_384756432735_535817735_4196986_2790_nEm 2008, Morozini e amigos pintaram flores no Elevado Costa e Silva, o Minhocão ©Felipe Morozini
Queria que você falasse um pouco sobre o projeto “Jardim Suspenso da Babilônia”, as  flores do Minhocão. Passaram-se dois anos, como você avalia a coisa toda?
Quando fiz as flores no minhocão, a coisa tomou proporções na cidade. Foi tão sem intenção de fazer algo para os outros verem, e sim fazer algo para as pessoas que moram aqui sentirem uma alegria, recebi uma onda de amor, as pessoas me mandavam e-mails de todos os lugares, foi impressionante. Essa história me mostrou… que as coisas não tem um fim. Acredito no processo, fazer isso só me mostrou que posso falar mais alto e que não preciso usar palavras. Que são idéias: boas idéias são o que as pessoas querem ouvir. O projeto ganhou o prêmio de “Street Art” do Babelgum, que é um festival da Isabella Rosselini. No festival de design, em Milão, fiz as mesmas flores em uma vila.
E o mercado de arte? Acredita que a produção artística faça jus a todo esse burburinho?
O mercado está bem aquecido. Faz jus. É vendida muita obra em uma feira de arte aqui no Brasil, em Miami a mesma coisa. As marcas investem muito para artistas fazerem instalações no meio da Miami Basel, por exemplo, usando ele como sponsor. Aqui não muito, ainda. Mas para mim funciona.
O que acho é que não comecei ainda. Agora, as pessoas vão ver o meu primeiro trabalho. As pessoas hoje se cobram de ser tudo muito cedo; você não tem maturidade, não tem vontade, você erra, até achar o que vai fazer. Sou o artista mais velho da minha galeria, e não vejo como algo negativo, é um sinal dos novos tempos mesmo. Uma galeria nova, que vê em uma pessoa de 35 anos ideias novas.

Nova ordem: Prada triunfa em Milão com coleção jovem e comercial

ITALY-FASHION/
Desfile da Prada é sempre um momento tenso para todos que circulam por ali: a imprensa especializada quer ver, em primeira mão, não apenas para onde a moda vai se dirigir, mas também qual será a new face que Miuccia irá lançar naquela estação, os acessórios que serão reproduzidos no mundo todo. Tudo em torno da Prada vira motivo de especulação.
Vamos começar pela modelo, que a partir de agora terá uma agenda bem cheia. Ela é Colline Michaelis, tão jovem e tão fresca quanto o resto das meninas que desfilaram. Aliás, a beleza do desfile reforçava essa coisa de juventude, com rostos delicados e maquiagem natural.
ITALY-FASHION/
Mas não são apenas as modelos da marca que parecem estar mais jovens. A coleção também, de uma forma geral, está mais para Miu Miu do que para Prada. Os vestidos do início em cores leves e de comprimentos acima dos joelhos, meio uniforme, não provocam a estranheza que sempre vem imbutida em uma roupa de desfile da Prada. Até mesmo os sapatos – bem legais – brincam com essa atmosfera, que na verdade são botas que parecem meias 3/4 usadas com sapato estilo Mary Jane. Miuccia sempre foi vista como uma intelectual da moda, que nunca entrega nada de bandeja e sempre propõe questionamentos em torno de suas coleções. Ela transforma o feio em belo e passa batido pelo que é facilmente considerado bonito. A trilha, com a cantora Elin Klinga cantando “Garbo Sings”, traz a o espírito inusitado da coleção.
ITALY-FASHION/
Parece que agora as necessidades comerciais da grife falam mais alto. Algumas roupas podem sair da passarela e ir direto para o corpinho de uma jovem consumidora. Até a forma como as modelos seguram a bolsa é interessante notar. É muito como nós, mulheres, seguramos na correria do dia-a-dia, meio de qualquer jeito, meio que protegendo. Há bastante phyton e pele, também usados de uma maneira mais brincalhona, menos adulta. Há uma certa inocência no ar, mas ainda envolta em certo mistério, e Miuccia  usa os materiais mais sofisticados e um ótimo styling para passar essa imagem. Ao mesmo tempo, sentimos falta do lado provocativo de Miuccia.
No site Bloomberg, uma matéria diz que a Prada tem um débito de cerca de 1 bilhão de euros e ainda pretende abrir mais lojas ao redor do mundo para chegar perto da Gucci, que tem 258 e da Louis Vuitton, com 430. Atualmente a marca italiana possui 210.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Segunda dia 28/02/2011

Um novo começo. Começa uma nova jornada para as alunas do curso de estilismo, modelagem e confecção de artefatos. Ex alunas que fizeram o primeiro módulo regressam para aprender novas modelagens e estilos. Voltam para aprimorar o que deve ser aprimorado e apara abrir o leque um pouco mais.
Tendências, estilos, pesquisas, desenvolvimento e só de pensar que 10 cabecinhas voltam para a minha sala e vão desenvolver modelos diferentes umas das outras, inventando moda...aprimorando, aperfeiçoando, aprendendo....uma LOUCURA..

Patricia Siqueira

Aluna da primeiro semestre de 2009
Estilo ousado, meio que Hippie...meio despojado e autentico...regressa para aperfeiçoamentos





Estilo diferenciado, essa bolsa é uma releitura da marca Dolce & Gabbana onde a aluna, desenvolveu a modelagem e confeccionou ( com auxilio do professor Anderson Vertuan)



beeijosss e queeijossss

Bom diaaaaaaa

Pessoal em breve...muito mais sobre moda de acessórios... do que qualquer outrooo.....bjusssssssssssss

fiquem com DEUS